domingo, 15 de agosto de 2010

Celine Dion (?)

"A única certeza que tenho é que de nada estou certa", acho que depois da frase "seja feliz", essa é minha favorita. A verdade é que não podemos saber o que acontecerá no próximo minuto e menos ainda no dia seguinte. Não podemos saber quando será nosso último dia aqui nem se nossos planos darão certo. Se não podemos saber o futuro, então por que o ser humano ainda insiste em programar? Francamente, não faço ideia. Mas se algumas pessoas pensarem como eu penso, talvez elas se programem para ter a doce ilusão de que estão no controle.
Eu sou assim: total e completamente cronometrada, como se fosse feita por uma agenda - quinze para seis eu como rapidamente meu café pois, apesar de estar certa de que o horário em que acordo não me garante a mordomia de comer devagar, ainda assim acordo nesse horário. Depois termino três minutos antes de esperar a van que chegará em cinco minutos. Parece que sou um caderno de anotações com números e letras por todos os lados.
Admito que adoro isso - adoro torrar meu cérebro pensando demais, adoro imaginar um calendário em minha cabeça separado por cores, horários e prioridades, mas às vezes parece que não vivo, apenas sigo uma rotina.
Justo eu que gosto de ultrapassar limites, não gosto que me imponham as coisas e muito menos de me digam que não posso fazer, me controlo mais que qualquer um como se fosse um robô programado para seguir em linha reta e, caso apareça uma curva, transforme-a numa linha reta de novo.
Talvez você não esteja me entendendo, essa linha de raciocício cuja mesma estou a seguir até para mim é um tanto confusa, mas é na confusão que se encontram os resultados. Contudo, apesar de ser metódica, quando vou estudar matemática ou física - as matérias mais exatas que conheço - tenho que fazer uma bagunça gigantesca em meu quarto para conseguir me concentrar naqueles números. Estranho, não? Nem tanto. É como se fosse uma válvula de escapa que criei para não enlouquecer. Agora vem a parte estranha: como estudar é se tornou um passa tempo?
Não é algo muito normal, você está pensando, mas a verdade é que eu adoro aprender coisas novas, adoro saber que consigo e pra mim isso é estudar. Saber que sou capaz.
O fato é que criei esse mundo para delinear uma realidade que eu queria que existisse, queria saber o que ia acontecer no dia seguinte, por mais que meus planos pudessem mudar. Porém, acho que cansei de programar. Já basta meu curso de web design, não preciso de lógica de programação em minha vida e menos ainda preciso falar em código binário.
O que estou tentando dizer é que estou tentando seguir a política do taking chances. Estou tentando viver aleatóriamente, esquecendo o passado, ignorando o futuro e apenas vivendo o presente.
Nada acontece por acaso e isso é um fato. Se você perdeu dinheiro na rua é porque alguém estava precisando mais do que você, minha mãe sempre diz, quando você precisar, irá recuperá-lo. Simples assim.
Fácil demais pra você? Pra mim também. Viver e apenas viver é a coisa mais difícil a se fazer, por mais fácil que seja.
Qual a mensagem de toda essa conversa? Carpe dien - ou então compre um livro do arcadismo.

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