... So get what you need. Algumas vezes, as coisas não parecem realmente fazer sentido. Sabe quando você decide que quer passear, mas, ao chegar no trem, percebe não era realmente o que você queria fazer? Ou quando decide que vai pra algum lugar e no meio do caminho não sabe mais que caminho seguir? É mais ou menos isso. É uma sensação de impotência e fragilidade que acho que muitos conhecem, mas poucos reconhecem. Poucos entendem o que estão sentindo e sabem lidar com isso - ouso dizer que praticamente ninguém sabe. É como se você estivesse em um barco no meio do oceano - não conseguindo avistar nada, nenhuma areiazinha - e sentisse a maior solidão do mundo ao mesmo tempo em que só estava procurando por um pouco de paz. Muitas vezes procuramos por um lugar seguro, por um lugar bom e confortável onde possamos descansar, mas a verdade é que não queremos descansar, mas estamos cansados demais de aventuras frustradas.
Essa semana ouvi uma história que me motivou a seguir em frente: as tropas japonesas sempre iam à luta, mesmo que fossem perder, enquanto as chinesas, muitas vezes, voltavam atrás antes que as perdas fossem maiores que os ganhos. "Às vezes, a melhor estratégia é recuar", disse Sun Tzu, na "Arte da Guerra". Desistir não é tão fácil quanto as pessoas pensam: não é abandonar as coisas por medo de falhar ou mesmo por temor aos obstáculos. Desistir requer muita coragem porque requer admitir que essa é uma batalha em que as perdas podem ser muito maiores do que os ganhos. Eu admiro quem sabe desistir na hora certa, sem se importar com quem não compreende a bravura no ato de engolir o próprio orgulho e seguir em frente.
Ashley Wilkes pensou, uma vez, que nunca havia visto bravura como a de Scarlett O'Hara vestindo as cortinas de sua mãe para conquistar o mundo - e nunca havia mesmo. Scarlett sabia exatamente quando não poderia vencer e por isso deixava para pensar nessas coisas difíceis no dia seguinte (e nunca mais pensava nelas). "Penso nisso amanhã, quando aguentar, porque amanhã é um novo dia".