Como escrever sobre o amor sem senti-lo? Normalmente o poeta tem alguma noção do que seja sentir o amor, do que seja tê-lo em seu coração a pleno sangue pulsante tremeluzindo por suas veias. Mas e quando o amor sentido acaba? Essa pergunta é respondida com outra: amor acaba?
Como disse Vinicios de Moraes e mais tarde os Titãs repetiram, que seja eterno enquanto durar. O amor é simples assim - um infinito com final. Mas uma melodia com letra. Quer dizer, por mais que a música acabe, em algum momento a letra vai penetrar em sua mente de forma vaga e então você começará a cantarolá-la - seu subconsciente ainda pensa nela. Seu coração sente a sensação triste daquele amor pulsando em ondas cerebrais e transmitindo imagens que te sensibilizam.
Ah, amor... Como posso descrevê-lo em minhas fanfics se meus sonhos de amor perfeito foram completamente destroçados?
Eu pensava que o amor era aquilo que os olhos cobiçavam e o coração desejava, mas nunca pensei que o amor podia não ser correspondido... Nunca passou por minha ingênua mente que nem sempre o objeto do amor poderia ser algo que não um correspondente.
Não sei ao certo como farei para descrever, no futuro, romances com a mesma precisão de antes... Pois não acredito mais que o amor entre um homem de uma mulher possa existir para sempre nos tempos atuais. A verdade é dura como uma pedra: não existe amor perfeito e muito menos imperfeito. O único amor existente é o de amigo, o de pai, o de mãe e irmão. O amor de príncipe e princesa não passa de faz de conta ou então de uma história do século passado.
É, a verdade dói mais do que uma mentira sincera.
"A missanga, todos vêem. Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas. Também assim é a voz do poeta: um fio de silêncio costurando o tempo." Mia Couto
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Não ser ou não ser?
Todo mundo já teve um momento ser ou não ser em sua vida, mas e aquele momento não ser ou não ser? Isto é, aquele momento em que não há uma escolha, há apenas uma imposição de deveres sociais aos quais você não se encaixa? Bom, certamente que alguém já passou por isso. Alguém já sentiu na pele como é não ser aceito por algo que você é. Mas e se ser quem você é não for o que você quer ser? Ah, essa pergunta se encaixa melhor nessa situação.
Muitas vezes em nossa vida nós somos quem não queremos ser. Muitas vezes nós fazemos coisas que não cabem em nossos princípios - mas a mídia impôs ao telespectador.
Que mulher nunca ouviu a amiga falar: será que vou ficar magra igual a Deborá Secco? Pois bem, esse é um exemplo típico de como a imagem é importante para o ser humano acima da saúde, até.
Obviamente, todo aluno que se preze já fez um trabalho sobre distúrbios alimentares e sabe bem que estou falando da anorexia e da bulimia. Eu não tenho nada contra pessoas magras, mas vocês não acham que ser gordinho é bonito? Claro, dentro dos padrões saudáveis.
Por que as mulheres de hoje não podem ter um corpo volumoso? Por que tem de ser magras demais ou depravadas demais? Porque a sociedade classifica as mulheres em três categorias: as magras - aquelas que fazem sucesso pelo corpo seco e sem curvas; as gordas - aquelas mulheres de corpos delineados, bumbum arrebitado, baixinhas e com braços um pouco mais arredondados/aquelas que são realmente acima do peso e as gostosas - aquelas mulheres sem a menos noção de que um dedo abaixo do bumbum não é um comprimento muito sexy muito menos normal, sem dizer aquelas que mostram a barriga feia e ainda se acham incrivelmente sedutoras. Em qual você se encaixa? Provavelmente nas gordas, não é? Afinal, o índio era baixo, um pouco roliço, de bumbum grande e braços fortes e não podemos esquecer que os brasileiros descendem deles - se é assim, como é que a sociedade quer que a mulher brasileira tenha um corpo de britânica? Bom, no fim, todos somos loucos.
Não loucos por acharmos que a grama é mais verde do outro lado, mas por não olhar as belas rosas que temos em nosso jardim.
Muitas vezes em nossa vida nós somos quem não queremos ser. Muitas vezes nós fazemos coisas que não cabem em nossos princípios - mas a mídia impôs ao telespectador.
Que mulher nunca ouviu a amiga falar: será que vou ficar magra igual a Deborá Secco? Pois bem, esse é um exemplo típico de como a imagem é importante para o ser humano acima da saúde, até.
Obviamente, todo aluno que se preze já fez um trabalho sobre distúrbios alimentares e sabe bem que estou falando da anorexia e da bulimia. Eu não tenho nada contra pessoas magras, mas vocês não acham que ser gordinho é bonito? Claro, dentro dos padrões saudáveis.
Por que as mulheres de hoje não podem ter um corpo volumoso? Por que tem de ser magras demais ou depravadas demais? Porque a sociedade classifica as mulheres em três categorias: as magras - aquelas que fazem sucesso pelo corpo seco e sem curvas; as gordas - aquelas mulheres de corpos delineados, bumbum arrebitado, baixinhas e com braços um pouco mais arredondados/aquelas que são realmente acima do peso e as gostosas - aquelas mulheres sem a menos noção de que um dedo abaixo do bumbum não é um comprimento muito sexy muito menos normal, sem dizer aquelas que mostram a barriga feia e ainda se acham incrivelmente sedutoras. Em qual você se encaixa? Provavelmente nas gordas, não é? Afinal, o índio era baixo, um pouco roliço, de bumbum grande e braços fortes e não podemos esquecer que os brasileiros descendem deles - se é assim, como é que a sociedade quer que a mulher brasileira tenha um corpo de britânica? Bom, no fim, todos somos loucos.
Não loucos por acharmos que a grama é mais verde do outro lado, mas por não olhar as belas rosas que temos em nosso jardim.
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