Não parecia nada demais a olhos nus - como se, realmente, o "essencial fosse invisível aos olhos". Talvez nesse ponto específico aquele egoístico príncipe estivesse com a razão. Mas a pequenês, invisível, risível, incrível nada mais era do que a essência de algo que jamais poderia ser visto pelos tolos - como aquela tal roupa do rei.
Eram fios soltos de uma ponta que não poderia ser encontrada por qualquer um, como se o mundo todo se unisse para procurar uma finalidade que não existia de fato. Mas existia. E estava ali. O brilho que ofusca o sol não pode jamais estar onde os cegos não conseguem ver... Desperdício.
Mais que real as resplandecentes pedrinhas que estavam no caminho, mas não de Drummond. Algo que se podia colher e não se precisava pular. Que acrescentava, somava, ganhava. Uma vida que não necessariamente dependia das outras pra viver, mas que sabia que, muitas vezes, era melhor ter uns folks por perto pra aquecer o coração com um sanduíche.
Resplandecente. Incrente. Incrível. Não crível de tão decente.