terça-feira, 13 de setembro de 2016

Definitivamente liberdade


Ao som de "Liberdade ou Solidão", de Tiago Iorc

Este não é um texto poético. Não é uma crônica ou um conto. É vida real e tangível. Não sei se você consegue ver a delicadeza da pedra, mas ela está lá. E é isso o que este texto representa neste momento pra mim.

Andei em círculos por alguns meses. Vários. Quase todo ano, na verdade. Na poesia, buscar a si mesmo parece algo tão simples e filosófico. Caótico só na cabeça dos poetas. Na realidade, a dificuldade está em transportar toda esse desejo para este mundo palpável. Difícil nos livrarmos das migalhas de nós mesmos e formarmos um ser inteiro. Completo e só.
Sei que essa palavra assusta - solidão. Quem, de fato, quer ser só? É algo que nos assusta, nos envergonha e entristece. Não? Não. Às vezes, a solidão pode ser nossa melhor amiga. Não porque não amamos ou não gostamos de gente. Na verdade, gostamos - claro que, no meus caso, prefiro comida. Mas essa não é a questão. O ponto aqui é o que queremos pra gente.
Quantas vezes não desistimos de algo extremamente valioso porque precisamos de algo mais? Algo diferente? Algo muito além do que as pessoas conseguem imaginar? No meu caso, muitas. Parece difícil de entender num primeiro momento, mas é bem fácil: nem sempre o que é grande o suficiente para os outros tem a mesma proporção pra nós.
Talvez todos os que eu conheço já tenham dito que querem "a sorte um amor tranquilo". Pois não quero. Quero fogo de queimar a alma. Quero impulsividade. Quero brutalidade. Quero algo que me derrube da cadeira.
Talvez todos os que eu conheço já tenham dito que querem um emprego estável. Pois não quero. Quero imprevisibilidade. Quero intensidade. Fazer a diferença com palavras. Quero mudar o mundo. Sou uma eterna inconformada.
Talvez todos os que eu conheço já tenham dito que querem ser alguém na vida. Pois eu não quero. Quero seu eu e quero que isso baste. Quero conhecer o mundo e que ele me conheça.
Pela primeira vez neste 2016 caótico eu sei exatamente o que eu quero: liberdade.
Você sabe o que quer?