... você pode escolher abri-la ou simplesmente bate-la. Mas como está evidente, é uma escolha. Na verdade, a vida é feita de escolhas. Você pode escolher se conformar com seu destino ou lutar ao máximo para melhorá-lo. Tudo depende do que você quer, do que você prefere.
Quando pensamos em amor, talvez venha-nos a mente um casal tão apaixonado e insano como foram Romeu & Julieta que preferiram a morte a ter que se separar um do outro. Entretanto, o amor pode seguir caminhos inusitados que apenas ele consegue superar.
Minha mãe sempre me diz que tenho prazer em chorar, pois nunca conheceu alguém que aprecie mais finais tristes. O problema é que ela realmente não entende meu prisma. Cheguei a conclusão essa semana de que sou fã do romancista Nicholas Sparks - foi ele quem escreveu a maioria dos romances trágicos e dramáticos que se tornariam mais tarde meus favoritos. Ele quem escreveu Um amor para recordar, onde o mocinho chega a comprar uma estrela para a dona de seu coração. Nicholas foi o escritor que teve a capacidade de criar um universo tão cheio de ternura que conseguia passar para seu leitor como o amor pode mudar alguém, como o amor pode superar a morte. Em todos os seus romances, algum dos mocinhos mudou por amor. Algum deles sentiu esse sentimento lindo penetrar de tal forma que os fez querer melhorar.
Em minha cabeça, amar alguém é querer o bem dessa pessoa acima do seu próprio e foi isso que Sparks retratou em seu mais recente livro, Querido John. Ele conta a história de um soldado que se apaixona perdidamente por uma menina do campo com um imenso coração - mas o que toca não é o primeiro amor, não é a felicidade que ela trás a ele, não é como ele melhorou quando a conheceu. O que toca é como John conseguiu ver que o bem de Savannah - a mocinha, no caso - era fazer o bem a quem mais precisava dela. Apesar de amá-la mais do que a própria vida, apesar de querer que ela fosse feliz com ele, John queria, acima de tudo, que Savannah fosse feliz, nem que de outra forma, nem que com outra pessoa. A felicidade plena só é encontrada quando duas almas gêmeas se cruzam, quando o faiscar de seus olhares transpõe a alma daquele a sua frente e então eles sabem que nada mais importa, que a verdade está onde seu amor estiver. Contudo, mais do que a felicidade plena, quem ama verdadeiramente quer que seu parceiro seja plenamente feliz.
John quis isso para Savannah. Quando terminei de ler o livro, admito que fiquei extremamente decepcionada com o final. Preferiria muito mais que algum deles tivesse morrido, admito. Mas depois de um tempo refletindo, percebi que aquela era a moral que eu sempre preguei: amar o outro acima de si mesmo. Infelizmente, é um belo final. Infelizmente, é o que qualquer um que ama, mas ama de corpo e alma, teria feito.
Amor não é algo entre duas pessoas. É um sentimento que brota em você como uma flor e que você não precisa ser correspondido para cultivá-la.
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