domingo, 18 de abril de 2010

Um cruzar de olhares

E era dele que ela estava falando quando aqueles lindos olhos cor de mel entraram na sala. Esta estava quente e abafada, mas o importante é que ele havia sorrido para ela antes mesmo de comprimentar o anfitrião. Rodrigo* deu um passo para frente pronto para vir na direção dela quando uma multidão o envolve em abraços e apertos de mão - ainda assim, os olhos deles continuavam fixos um no outro. Quando aquele alvoroço se desfez, Rodrigo caminhou lentamente para perto de Duda, os passos calmos faziam o coração dela acelerar - parecia mais querer parar de bater. As mãos da morena suavam feito loucas enquanto suas pernas queriam cair do tanto que tremiam. Ah, Rodrigo... Ele chegou perigosamente perto, tanto que, por um instante, o coração dela parou. Seus olhos se fecharam e ela pensou seriamente que iria cair. O menino, com uma cautela constrangedora, beijou-lhe a face que se tornou rubra com o toque e que se regojizou com um sorriso cintilante.
-Você está incrível. - ele comentou com os olhos miúdos encolhidos em seu rosto angelical. Ah, como ele parecia um anjo com aquela luz branca a lhe iluminar.
-Obrigada... - Duda agradeceu. Ele ficou tão bem com essa camisa preta, pensou ela sentindo seu cheiro inebriante que a deixa mais do que inerte as reações do mundo.
Ele entrelaçou os dedos nos dela e roçou seus lindos lábios na mão pequenina e frágil da morena dos olhos claros. Esta extremesseu com o toque que lhe foi concedido pensando seriamente em lhe dar um abraço do amis apertados e dignos de uma menina apaixonada. Ah, Duda estava apaixonada. Como era difícil assumir esse fato constrangedor que a deixava tão meramente confusa - depois de várias tentativas frustradas de um amor perfeito, os amantes não sabem ao certo para que ou para quem estão vivendo, apenas sabem que devem encontra um sentido em suas vidas, encontrar sua alma gêmea. Aquela onde irão encontrar o que não acham em si mesmos.
Ah, como aquela noite foi produtiva, muita dança e mais ainda, muito amor. Muitos corpos entrelaçados como um só e muitos olhares fitando-se incontávelmente.

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