terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Será?

Será que o mesmo objeto de desejo de meus olhos também me faz refém de seu querer? Será que ao mesmo tempo que meu coração palpita ao olhar para suas bochechas rosadas, ele sente suas mãos trementes?
Não sei responder a essas perguntas, que por mais fáceis e simplórias que possam parecer, são tão complexas quanto a anatomia de uma mão.
Alguém já parou para pensar que se não fossem por milhares de vértebras, nosso corpo não se moveria? Que se não tivessem milhares de opetários, com o nome de glóbulos, trabalhando em nosso sangue, não haveria sangue?
Então, se pensarmos dessa forma, uma relação é assim - com dois milhares de sentimentos trabalhando junto com os corpos de forma harmoniosa, se não, não há amor. Ou há, mas ele não funciona. Ele fica parado ou andando em círculos.
Agora você me pergunta: o amor anda? Como andar sem ter pernas?
Simples: o amor percorre o corpo - o amor arrepia a espinha. O amor faz tremeluzir as luzes dos olhares. Faz com que o faiscar dos olhos fique mais intenso. Com que o calor dos corpos fique fumegantes.
O amor percorre todos os orifícios do corpo como um vento implacável e invencível, tanto, que tirou a vida dos amantes mais famosos da literatura: Romeu e Julieta.
O veneno já percorria pelas veias de Romeu quando ele recebeu a notícia de sua amada morta - seu amor morreu, sua razão de viver. Sua respiração.
Não foi o veneno da flor que o matou e sim a tristeza de um coração partido.
No final, o amor mata.

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